A deputada distrital Paula Belmonte (Cidadania) foi eleita, na noite desta terça-feira (18), presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Rio Melchior, na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). Joaquim Roriz Neto (PL) assumirá a vice-presidência, enquanto a relatoria ainda será definida.
A CPI terá um prazo inicial de 180 dias para conduzir as investigações, podendo ser prorrogada por mais 180 dias, caso necessário.
A criação da CPI ocorre 19 meses após o requerimento ter sido protocolado por Paula Belmonte, em agosto de 2023. O colegiado terá a missão de apurar a origem da contaminação do rio, possíveis omissões dos órgãos de fiscalização e os impactos da poluição na saúde da população de Samambaia, Ceilândia e Sol Nascente/Pôr do Sol – regiões que somam cerca de 1,3 milhão de habitantes.
“ Quero agradecer a confiança desse Parlamento e registrar meu compromisso de trazer uma resposta para toda a sociedade do Distrito Federal ”, declarou Paula Belmonte ao assumir a presidência da comissão.
O requerimento de criação da CPI destaca que as investigações abrangerão o período de 2010 até os dias atuais. Desde 2014, o Conselho de Recursos Hídricos do DF classifica o Rio Melchior na categoria mais crítica de contaminação (Classe 4). Estudos acadêmicos apontam a presença de metais pesados na água, o que pode causar doenças graves para a população exposta.
“ A contaminação da água tem causado doenças na população local. Essa CPI será fundamental para identificar os responsáveis e cobrar medidas efetivas para reverter esse cenário ”, afirmou a deputada.
Ambientalistas e moradores vêm denunciando há anos a degradação do Rio Melchior, comparando sua situação ao Rio Tietê, em São Paulo.
A comissão será composta por cinco membros titulares e seus respectivos suplentes, indicados pelos partidos e blocos parlamentares da CLDF:
Titulares:
Paula Belmonte (Cidadania) – autora do requerimento
Sorteio ocorreu nesta terça-feira (18). Nenhuma aposta acertou os 5 números. Estimativa do prêmio do próximo concurso, que será realizado na quarta-feira (19), é de R$ 2,1 milhões. Resultado da Quina g1 Veja abaixo os números do sorteio do concurso 6683 da Quina realizado nesta terça-feira (18): 20 – 23 – 53 – 60 – 71 Confira o resultado do sorteio da Quina. Veja quantas apostas foram premiadas no concurso 6683: Ninguém conseguiu os 5 acertos, e a premiação acumulou para R$ 2,1 milhões; 4 acertos: 24 apostas ganhadoras, cada uma vai receber R$ 12.679,19; 3 acertos: 2.273 apostas ganhadoras, cada uma vai receber R$ 127,50; 2 acertos: 64.659 apostas ganhadoras, cada uma vai receber R$ 4,48. O próximo sorteio acontece na quarta-feira (19). Receba no WhatsApp os resultados de loterias publicados pelo g1 Como jogar na Quina Como funciona a Quina. Para jogar na Quina, é preciso escolher de 5 a 15 números dentre os 80 disponíveis. Também é possível optar pela Surpresinha da Quina – nesse caso, os números são escolhidos pela Caixa Econômica Federal, que administra a loteria. O valor da aposta e a chance de acerto variam de acordo com a quantidade de números escolhidos: Chances de acerto e valor da aposta São premiadas as apostas que acertarem de 2 a 5 números. A divisão do prêmio é a seguinte: 35% do valor do prêmio entre quem acertou 5 números; 15% entre quem acertou 4; 10% entre quem acertou 3; 10% entre quem acertou 2. O que é a Teimosinha da Quina Na Teimosinha da Quina, o apostador concorre com a mesma aposta por 3, 6, 12, 18 ou 24 concursos consecutivos. Sorteio da Quina A Quina tem seis sorteios semanais, que ocorrem de segunda-feira a sábado, às 20h. O que é a Quina de São João A Quina de São João tem o sorteio realizado uma vez por ano em uma data próxima ao dia 24 de junho, dia de São João. Os prêmios são maiores que os dos concursos regulares. Esta reportagem foi produzida de modo automático com dados fornecidos pela Caixa Econômica Federal. Clique aqui para saber mais. Se houver novas informações relevantes, a reportagem pode ser atualizada. Se você perceber algum erro nas informações desta reportagem, por favor nos informe por meio do formulário disponível neste link.
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Paulo Buosi, vice de Leila Pereira no Palmeiras, cobrou Juan José Zapag, presidente do Cerro Porteño, após o sorteio dos grupos da Copa Libertadores, na noite desta segunda-feira (17), em Assunção, no Paraguai.
O episódio aconteceu antes da fala polêmica do presidente da Conmebol sobre a Libertadores sem a participação de times brasileiros.
O QUE ACONTECEU
O dirigente palmeirense pediu para que os dirigentes paraguaios intensificassem a luta contra o racismo. A direção alviverde ficou inconformada com a punição aplicada pela Conmebol após Luighi ser vítima de racismo da torcida do Cerro na Libertadores sub-20.
“Temos um papel na sociedade. Acabar com o racismo. Vamos mudar. Impunidade é o combustível para acontecer de novo, e tem acontecido. Temos que falar [sobre racismo] acabar com esse crime, essa praga que existe na sociedade.”, disse Buosi para Zapag.
Zapag respondeu que o assunto Luighi já estava encerrado depois das punições e que queria parar de falar sobre essa “guerra”. O UOL apurou que pessoa na Conmebol ficaram incomodadas com a “forma bélica” que Buosi conversou com os dirigentes do Cerro.
Mesmo assim, o Palmeiras ficou bem satisfeito com a forma que Buosi se portou. Fez as cobranças pessoalmente e foi duro, o que a Conmebol não fez.
O caso de racismo contra Luighi não foi o primeiro em um Cerro x Palmeiras: em 2023, Bruno Tabata foi alvo de ofensas racistas. Tabata foi chamado de “macaco” por torcedores do Cerro. Na ocasião, quem foi punido foi o próprio jogador, pegando quatro meses de suspensão. As equipes estão no mesmo grupo mais uma vez nesta edição.
Leila Pereira, presidente do Palmeiras, até boicotou sorteio da Libertadores em protesto. O clube paraguaio foi multado em US$ 50 mil e determinou que a equipe jogasse a Libertadores sub-20 com portões fechados.
Palmeiras e Cerro tiveram debate quente sobre racismo
BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta terça-feira (18) que tem orgulho do filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que se licenciou do cargo para passar uma temporada nos Estados Unidos.
“[Ele] se afasta para combater algo parecido com o nazifascismo, que cada vez mais avança em nosso país”, afirmou o ex-presidente em evento no Senado.
Já o irmão de Eduardo, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), disse que o deputado deixa o país para não ser mais uma vítima do “alexandrismo”, se referindo ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, que relata o inquérito da tentativa de golpe, que tem a família Bolsonaro como um dos alvos.
“A gente não está preocupado com as acusações, que ele sabe que ele não cometeu nada de errado. A gente está preocupado com quem vai julgá-lo e está evidente para todo mundo a cada dia que é um julgamento violento. E para fazer covardia e vingança, não é para fazer justiça”, disse o senador.
“Ele sabe que aqui não tem mais democracia, então ele continua lutando pela nossa lá de fora”, completou.
Eduardo Bolsonaro era um dos deputados cotados para assumir a Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados, posto que agora deve ser ocupado por outro nome bolsonarista do partido.
“O partido tem bons quadros que podem substituí-lo. Agora o Eduardo Bolsonaro lá nos Estados Unidos fazendo o que ele está fazendo ali sim, ele era insubstituível por causa do relacionamento que ele construiu por vários anos, inclusive em proximidade com o atual presidente Donald Trump e sua família”, disse Flávio.
Bolsonaro diz se orgulhar por Eduardo deixar Brasil e fala em combate a ‘nazifascismo’
Ela disputava a permanência no reality com Danielle Hypolito e Eva, que receberam 5,02% e 43,60% da média dos votos, respectivamente. Gracyanne Barbosa é eliminada do BBB 25 Reprodução Gracyanne Barbosa é a 11ª participante do “Big Brother Brasil 2025” a ser eliminada do reality. A sister deixou o programa nesta terça-feira (18), com 51,38% da média dos votos para eliminação. Ela disputava a permanência no reality com Danielle Hypolito e Eva, que receberam 5,02% e 43,60% da média dos votos, respectivamente. Gracyanne foi indicada ao paredão pelo líder da casa, Guilherme. Com seis votos, Eva foi a mais votada pelos participantes. Delma e Daniele empataram, e então, Guilherme indicou Daniele.
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Os grupos da Libertadores foram conhecidos na noite desta segunda (17) e as equipes brasileiras já começaram a se planejar para as longas viagens continentais.
O Fortaleza é a equipe do país que mais quilômetros vai percorrer na primeira fase, seguida de perto pelo Flamengo. Do outro lado da moeda, São Paulo e Palmeiras são os clubes que vão se deslocar menos.
O QUE ACONTECEU
O Fortaleza vai percorrer mais de 25 mil quilômetros, em viagens de ida e volta. No Grupo E, a equipe cearense vai a Avellaneda, na Argentina, para encarar o Racing (8.004 km); a Santiago, no Chile, onde encara o Colo-Colo (9.380 km); e a Bucaramanga, na Colômbia, para encarar o Atlético Bucaramanga (8.048 km).
No Grupo C, o Flamengo vai percorrer cerca de 23 mil quilômetros, também considerando ida e volta. A equipe rubro-negra tem duas viagens de mais de 9 mil quilômetros, para encarar a LDU, em Quito (EQU), e o Deportivo Táchira (VEN). A distância para Córdoba, na Argentina, casa do Central, é bem menor, cerca de 4.500 km.
Por outro lado, o São Paulo é a equipe que vai percorrer as menores distâncias. No Grupo D, contra Libertad (PAR), Talleres (ARG) e Alianza Lima (PER), a equipe tricolor vai viajar 13.030 km.
O Palmeiras, no Grupo G, percorrerá 13.916 km, e é o segundo clube que menos se deslocará. O time alviverde tem Cerro Porteño (PAR), Sporting Cristal (PER) e Bolívar (BOL) pela frente.
A menor viagem de um time brasileiro para uma partida é do Inter. A equipe viajará cerca de 1.400 km para enfrentar o Nacional (URU).
VEJA AS DISTÂNCIAS (IDA E VOLTA) QUE CADA CLUBE BRASILEIRO VAI PERCORRER:
Botafogo: 18.888 km – Estudiantes (ARG)- 3.912 km – Universidad de Chile – 5.844 km – Carabobo (VEN) – 9.132 km
Flamengo: 22.980 km – LDU (EQU) – 9.146 km – Deportivo Táchira (VEN) 9.284 km – Central Córdoba (ARG) – 2.275 km
São Paulo: 13.030 km – Libertad (PAR) – 2.256 km – Talleres (ARG) – 3.870 km – Alianza Lima (PER) – 6.904 km
Fortaleza: 25.432 km – Racing (ARG) – 8.004 km – Colo-Colo (CHL) – 9.380 km – Bucaramanga (COL) – 8.048km
Inter: 15.630 km – Nacional (URU) – 1.428 km – Atlético Nacional (COL) – 9.594 km – Bahia – 4.608 km
Bahia: 19.876 km – Nacional (URU) – 6.034 – Atlético Nacional (COL) – 9.234 km – Inter – 4.608 km
Palmeiras: 13.916 km – Bolívar (BOL) – 4.752 km – Sporting Cristal (PER) – 6.908 km – Cerro Porteño (PAR) – 2.256 km
Quais clubes brasileiros vão viajar mais na Libertadores
O projeto de anexar a Faixa de Gaza e o temor do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, de investigações de corrupção contra ele estão por trás da decisão de retomar os bombardeios ao território palestino na madrugada desta terça-feira (18). Essa é a avaliação de analistas consultados pela Agência Brasil.
Os especialistas no conflito Israel-Palestina descartaram que o retorno dos ataques à Gaza tenha relação com alguma intransigência do Hamas para negociar a liberação dos cerca de 60 reféns que seguem nas mãos do grupo, conforme afirma a versão oficial do governo de Tel-Aviv.
O professor do Departamento de Sociologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Michel Gherman, analisa que, por trás da decisão de retomar a guerra, está o escândalo do Qatar Gate, investigação que indica que assessores de Netanyahu receberam dinheiro da monarquia absolutista do Qatar, que também financia o Hamas e é um dos interlocutores do acordo de cessar-fogo.
“O que está acontecendo é uma tentativa de golpe [para se manter no poder], e os bombardeios, de ontem para hoje, foram uma forma de silenciar o que está acontecendo com o escândalo do chamado de Qatar Gate”, disse Gherman.
Os bombardeios mataram cerca de 400 palestinos em menos de 24 horas, sendo 100 crianças, segundo cálculos do Ministério da Saúde de Gaza, e rompem uma trégua relativa de dois meses iniciada no dia 19 de janeiro.
Gherman acrescenta que o anúncio dessa semana de demissão do chefe da agência da segurança interna de Israel Shin Bet, Ronen Bar, pode ser consequência da recusa de Bar em interromper as investigações sobre o caso Qatar Gate. Netanyahu justifica que “perdeu a confiança” no aliado.
A professora de pós-graduação em relações internacionais da PUC de Minas Gerais Rashmi Singh concorda com essa avaliação e diz que Netanyahu usa o pretexto das negociações de paz e da troca de reféns para se proteger do processo judicial por corrupção.
“Ele deveria testemunhar esta semana. Isso agora foi adiado por causa da retomada da agressão em Gaza”, comentou.
Anexar Gaza
Ao mesmo tempo, a especialista em Oriente Médio Rashmi Singh avalia o projeto de anexar Gaza é determinante para a volta dos bombardeios.
“A retirada unilateral de Israel do cessar-fogo é totalmente esperada e resultado de suas próprias ambições. A retomada da matança de moradores de Gaza sob o pretexto de combater o terrorismo/Hamas é parte de uma estratégia de ocupação ilegal e anexação de terras em Gaza”, avaliou.
Rashmi diz que a justificativa de Israel para retomar o bombardeio à Gaza não se sustenta. “Essa é uma tática de distração, porque o acordo original do cessar-fogo não tinha essa cláusula em vigor [de liberar todos os reféns unilateralmente pelo Hamas]. Então, Israel está mudando os termos do cessar-fogo para seus próprios objetivos”, comentou.
A primeira fase do acordo de cessar-fogo previa a devolução de 25 reféns vivos, dos restos mortais de outros oito mortos, além da liberação de 2 mil prisioneiros palestinos, muitos dos quais foram presos novamente por Israel. Enquanto a segunda fase não fosse negociada, deveriam prevalecer os termos da primeira fase, com manutenção do cessar-fogo. O governo de Tel-Aviv também violou o acordo ao bloquear a entrada de ajuda humanitária no enclave palestino desde o dia 1º de março.
Para a especialista da PUC de Minas, a anexação dos territórios palestinos segue também na Cisjordânia, onde Israel expulsou nos últimos meses mais de 40 mil pessoas de suas residências.
“Isso é tudo ilegal, em violação ao direito internacional e, no caso da linguagem normalizada de limpeza étnica como ‘realocação’, até mesmo um crime de guerra”, acrescentou Singh.
Israel tem defendido o projeto para Gaza do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, com o deslocamento da população para países vizinhos, o que vem sendo rejeitado pelos Estados árabes e pelas lideranças palestinas.
Acordo enfraquece Netanyahu
Além dos motivos já mencionados para o fim do cessar-fogo em Gaza, o professor da UFRJ, Michel Gherman, analisa que os termos do acordo, em especial com a implementação da segunda fase, colocaria o gabinete de Netanyahu em risco de dissolução por falta de apoio dos setores mais radicais.
“A segunda fase do acordo, politicamente, transforma realmente o Hamas em vitorioso. Liberaria referências importantes da política palestina, como Marwan Barghouti, e colocaria Israel numa situação vergonhosa de não ter conseguido seus objetivos de guerra, a não ser a liberação dos reféns que sobreviveram”, comentou.
Gherman sustenta que, para um governo de extrema-direita como o de Netanyahu, essa segunda fase seria impossível de implementar. “É uma fase de acordo com um grupo que Israel supostamente indicaria que era preciso destruir”, completou.
Volta da guerra por Israel busca anexar Gaza e blindar Netanyahu
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BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O Grupo Globo se mantém à frente na divisão das verbas de publicidade do governo Lula (PT) e com larga vantagem sobre veículos da Record.
Em 2024, os canais de mídia da Globo receberam ao menos R$ 126 milhões para veicular propagandas do governo e campanhas de interesse público, como ações contra a dengue ou de estímulo à vacinação. O grupo ligado à Igreja Universal do Reino de Deus, por sua vez, foi o destino de ao menos R$ 52 milhões.
No total, as cifras consideram cerca de R$ 413 milhões em campanhas publicitárias federais realizadas no último ano, principalmente pela Secom (Secretaria de Comunicação Social) da Presidência e pelo Ministério da Saúde. Os repasses são feitos pelas agências de publicidade contratadas pelo governo.
O dado é parcial, pois o governo divulga com lentidão as informações sobre os pagamentos aos veículos de mídia. Além disso, não há detalhes de quanto foi direcionado aos canais por empresas públicas e bancos, como a Petrobras, a Caixa e o Banco do Brasil.
O recorte disponível mostra que praticamente os mesmos veículos compõem a lista dos 10 maiores beneficiados em publicidade em 2024 e no último ano do governo Jair Bolsonaro (PL), em 2022.
No primeiro ano da gestão Bolsonaro, a Globo, que é líder de audiência na TV aberta, chegou a ficar atrás da Record e do SBT na distribuição da verba publicitária. O quadro mudou após o TCU (Tribunal de Contas da União) apontar que faltavam critérios técnicos na distribuição dos anúncios a TVs abertas.
O valor destinado ao Grupo Globo considera principalmente as inserções feitas em canais de TV, além de R$ 1,5 milhão ao site globo.com e propagandas veiculadas na rede CBN.
Já a Jovem Pan praticamente sumiu das campanhas federais em 2023. O governo Lula chegou a argumentar que cortou o dinheiro ao canal por fake news e foi à Justiça pedindo a condenação da emissora por suposto incentivo a discursos golpistas.
No ano seguinte, porém, os canais de rádio do grupo voltaram a ser priorizados e a empresa se tornou a 11ª no ranking de principais destinos da verba publicitária federal.
Ainda em 2024, o levantamento aponta o Facebook como quinto principal destino dos anúncios (R$ 10,4 milhões). A rede Kwai, de vídeos curtos, é a 7ª empresa da lista e recebeu ao menos R$ 4,48 milhões.
Os mesmos dados apontam que as campanhas da Secom respondem por ao menos R$ 227 milhões em inserções publicitárias feitas em 2024 pelo governo. Em seguida, há informações sobre R$ 153 milhões desembolsados em ações da Saúde.
As propagandas de “posicionamento do governo” custaram ao menos R$ 71 milhões em anúncios. Já a campanha “Fé no Brasil”, voltada a veículos regionais, teve outros R$ 30 milhões em inserções pagas. A Secom também desembolsou ao menos R$ 10 milhões para promover a campanha do programa Pé-de-Meia.
Na Saúde, as ações de combate à dengue custaram ao menos R$ 42 milhões em anúncios. A crise sanitária tornou o governo Lula alvo de críticas no último ano.
Somados, os contratos de publicidade dos ministérios, bancos e empresas ligadas ao governo devem chegar a R$ 3,5 bilhões, após o fim de licitações ainda abertas, como mostrou a Folha de S.Paulo. O valor efetivamente desembolsado por ano depende do orçamento separado por cada órgão.
Os portais de transparência ativa do governo só permitem levantar uma fração da verba destinada aos veículos de imprensa. Isso porque alguns dos órgãos com maiores contratos de publicidade, como o Banco do Brasil (R$ 750 milhões anuais), não detalham os seus gastos, sob justificativa de que se trata de informações estratégicas para a atuação no mercado.
Dados da Secom utilizados em análise recente do TCU apontam que 10% do custo das campanhas do governo são destinados à produção -ou seja, elaboração de peças publicitárias, vídeos, entre outros pontos. Os outros 90% são destinados à compra dos espaços publicitários.
Os dados da Secom e de ministérios apontam que a Folha de S.Paulo recebeu ao menos R$ 607,3 mil em anúncios. O jornal O Estado de S. Paulo foi o destino de ao menos R$ 619,2 mil, e o jornal O Globo recebeu R$ 485,6 mil. Estes mesmos jornais não receberam anúncios destes órgãos de 2020 a 2022, segundo os mesmos dados.
Já o UOL, empresa em que o Grupo Folha possui participação indireta e minoritária, recebeu ao menos R$ 2 milhões com a venda de espaços publicitários ao governo.
Em nota, a Secom disse que mantém contrato com as agências selecionadas em licitação e que as ações de publicidade estão ligadas à missão institucional da pasta. A pasta cita como missões dar amplo conhecimento à sociedade sobre as políticas do Executivo, além de divulgar serviços e direitos.
Grupo Globo mantém liderança em verba publicitária sob Lula
Allan e Zé Trovão estão sendo investigados pelo STF
Zé Trovão(PL-SC) e Allan dos Santos, respectivamente blogueiro e dono do extinto canal Terça Livre, são duas figuras polêmicas do cenário político brasileiro recente, especialmente entre apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro(PL-RJ).
Ambos ganharam notoriedade por suas atuações em redes sociais e por seus envolvimentos em atos considerados antidemocráticos, o que os colocou na mira do Supremo Tribunal Federal.
Mas por onde andam esses dois personagens, e quais são os desdobramentos de seus processos judiciais?
Zé Trovão: do cárcere à liberdade condicional
Zé Trovão, caminhoneiro e influenciador digital, tornou-se conhecido por liderar convocatórias para atos no feriado de 7 de setembro de 2021, que tinham como pano de fundo demandas como a destituição de ministros do STF e ataques às instituições democráticas.
Essas ações levaram o ministro Alexandre de Moraes, do STF, a expedir um mandado de prisão preventiva contra ele, no âmbito de um inquérito que investiga o financiamento e a organização de atos antidemocráticos.
Foragido inicialmente, Zé Trovão chegou a se refugiar no México, mas a Interpol, responsável por incluí-lo na lista de procurados internacionais (difusão vermelha), não agiu de imediato, o que gerou especulações sobre pressões políticas.
Em outubro de 2021, ele retornou ao Brasil e se entregou à Polícia Federal em Joinville, Santa Catarina, onde residia.
Permaneceu preso até dezembro daquele ano, quando Moraes concedeu prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica e restrições, como a proibição de usar redes sociais e se comunicar com outros investigados.
Desde então, Zé Trovão cumpriu as medidas cautelares impostas pelo STF, mas sua situação judicial não está completamente resolvida.
O inquérito que o investiga segue em andamento, e ele responde por incitação a atos violentos e ameaças à democracia.
Trovão foi eleito deputado federal em 2022 e, atualmente, tem feito trabalhos voltados ao agronegócio e pautas defendidas pela extrema-direita, sendo oposição ao governo federal.
“Tudo tranquilo. A gente sabe que isso tudo é uma fantasia, uma fantástica ilusão que eles estão fazendo, querendo colocar um cara que não cometeu crime nenhum como bandido. Mas isso aí não vai dar em nada. A gente está bem tranquilo”, declarou Zé Trovão em sua defesa.
A trajetória de Allan dos Santos é, de certa forma, mais complexa.
Blogueiro bolsonarista e ex-proprietário do Terça Livre, ele é alvo de dois inquéritos no STF, ambos relatados por Alexandre de Moraes: um sobre a disseminação de fake news e outro relacionado ao financiamento e organização de atos antidemocráticos.
Em outubro de 2021, Moraes determinou sua prisão preventiva e pediu sua inclusão na lista de procurados da Interpol, além de iniciar um processo de extradição, já que Allan estava nos Estados Unidos desde 2020, após deixar o Brasil em meio às investigações.
Allan entrou nos EUA com um visto de turista, que teria expirado em fevereiro de 2021, segundo documentos do governo americano.
Apesar do mandado de prisão e do pedido de extradição, ele permanece foragido.
A Interpol, até o momento, não o incluiu na difusão vermelha, uma demora que especialistas consideram atípica e que levantou suspeitas de interferência política, possivelmente ligada ao governo Bolsonaro à época.
Nos EUA, Allan mantém-se ativo em plataformas como Telegram e Gettr, onde continua a criticar o STF, o sistema eleitoral brasileiro e a esquerda, acumulando dezenas de milhares de seguidores. Porém, suas redes estão bloqueadas no Brasil.
“Se nós lemos a denúncia, as razões de recurso do MPF, nós não encontramos qual o mal concreto presente nas palavras do ocorrido”, afirmou o blogueiro em 2023.
Há registros de que ele participou de manifestações contra o STF em Nova York em 2022, mas sua localização exata em 2025 não é publicamente conhecida, embora se presuma que ainda esteja em território americano.
Tanto Zé Trovão quanto Allan dos Santos são processados pelo STF por ações que ameaçam a democracia.
Zé é acusado de incitar atos criminosos e violentos, especialmente em torno do 7 de setembro de 2021, enquanto Allan enfrenta denúncias mais amplas: participação em organização criminosa, disseminação de desinformação, ameaças a ministros (como Luís Roberto Barroso) e ataques às instituições.
O Ministério Público Federal também o denunciou por discurso de ódio, destacando que sua atuação nas redes sociais amplifica riscos à ordem democrática.
Processos no STF e acusações
Reprodução
Deputado Zé Trovão
A lentidão na cooperação internacional, especialmente no caso de Allan, reflete a complexidade de seus processos.
Enquanto Zé Trovão optou por se entregar e cumprir medidas judiciais, Allan desafia abertamente o STF, mantendo-se fora do alcance das autoridades brasileiras.
A extradição dele depende de decisão das autoridades americanas, que ainda não se pronunciaram de forma definitiva.